Decidi investir alguma da minha energia na tradução e legendagem dessa palestra de Dandapani e oferecer esse presente para todas as pessoas que não dominam a Língua Inglesa.

Considero os ensinamentos de Dandapani realmente incríveis…

São conselhos e dicas simples que podem mudar a sua vida!

Transcrição da palestra (em Língua Portuguesa)

 

A vida é uma manifestação de onde você direciona sua energia.

E… nós realmente devemos olhar para a energia da mesma maneira que olhamos para a água.

Se eu pegar em um regador e regar o jardim, tanto as sementes como as flores vão crescer, certo?

A água não tem a capacidade para diferenciar as sementes e as flores, então tudo o que eu regar vai florescer.

Com a energia é a mesma coisa…

Se eu investir energia em algo negativo, essa coisa vai crescer e se tornar ainda mais negativa.

Se eu investir energia em algo positivo, essa coisa vai crescer e se tornar ainda mais positiva.

A energia não tem a capacidade para discriminar o que é positivo e o que é negativo.

No que você investir a sua energia – irá começar a crescer e irá manifestar-se em sua vida.

Nesse momento você é a soma total das coisas nas quais você investiu sua energia durante a sua vida.

Por isso, o objetivo desde cedo na vida é descobrir o que você quer, qual é o seu propósito de vida, quem e o que é importante na sua vida e ser capaz de direcionar a sua energia para essas coisas de forma a que elas se manifestem em sua vida.

Mas por onde começar?

Devemos começar por entender com a nossa mente funciona.

Devo dizer que depois de viver 10 anos como um monge celibatário num mosteiro isolado no Hawaii, esta é provavelmente a coisa mais importante que eu posso partilhar com vocês – entender como a mente funciona.

Da perspetiva de um monge e tendo experienciado o objetivo dos monges em entender a mente e experienciar a mente, na minha perspetiva e na minha experiência da mente, há 2 coisas que temos que entender: consciência e mente.

Vamos definir cada uma delas.

Vamos definir a consciência como uma bola de luz brilhante…

Então imagine uma esfera, uma bola de luz brilhante, que pode flutuar. Vamos chamar isso de consciência.

Agora vamos definir a mente…

Vamos definir a mente como um espaço vasto com várias áreas distintas. Essas áreas são raiva, ódio, inveja, alegria, felicidade, sex@, comida, arte, ciência, tecnologia – um monte de coisas diferentes.

A sua consciência (essa bola de luz brilhante) pode mover-se para qualquer área da mente que você queira.

Então se você quiser que a sua consciência (essa bola de luz brilhante) vá para a área da felicidade da mente, ela vai iluminar essa área da mente em particular e você se torna consciente de que você está feliz.

Você está feliz?

Não, você está em uma área da mente que se chama felicidade.

Se essa bola de luz brilhante for para a área de raiva da mente, vai iluminar essa área em particular da mente.

Você está raivoso?

Não, você está em uma área da mente que se chama raiva.

E, usando a sua força de vontade e seus poderes de concentração você pode realmente mover a sua consciência (essa bola de luz brilhante) para qualquer área da mente que você queira, e aqui está a parte mais importante: Para onde a sua consciência se mover é para onde a sua energia irá fluir.

Por isso, se a sua consciência for para a área da raiva (da mente), a sua energia também irá para lá e irá fortalecer essa área da mente em particular.

Essa é a teoria.

Vamos fazer um exercício prático para ver se isso realmente funciona ou é apenas conversa de monge.

Para isso eu preciso da participação da audiência…

Quero que se sentem direitos nas vossas cadeiras… ponham os pés no chão, e se estiverem inclinados para trás puxem o corpo para a frente e endireitem a coluna vertebral, joguem os ombros para trás e mantenham a vossa cabeça bem equilibrada em cima da espinha dorsal e fechem os olhos.

Não se preocupem, não vamos cantar nem dar as mãos, isso será mais tarde (estou brincando)…

Inspirem profunda e lentamente, com os olhos fechados, inspirem profunda e lentamente, expirem lentamente…

Agora inspirem novamente – profunda e lentamente – e expirem lentamente.

Eu quero que vocês tomem consciência da cadeira onde estão sentados.

É confortável? Não é confortável?

A temperatura da sala? Está fria? Está quente?

E a vossa postura corporal? A coluna está direita? Os ombros estão para trás? A cabeça está bem equilibrada em cima da espinha dorsal?

Agora quero que tomem consciência do último casamente em que foram.

Lembram-se de quem foi o casamento? Você estava feliz pelo casal que estava casando?

Tentem pensar no máximo de detalhes que puderem sobre o casamento.

Lembram-se que roupa vestiam no dia do casamento?

Lembram-se como a noiva estava vestida? Ela fez uma boa escolha com o vestido?

Como estava a comida no casamento?

Álcool, beberam muito?

Havia boa música? Dançaram? Fizeram alguma dança louca no casamento?

Agora quero que tomem consciência das últimas férias?

Que tipo de férias foram? Foi uma viagem para surfar? Um retiro de yoga? Compras, campismo, mochilão?

Tentem pensar no máximo de detalhes sobre as férias.

Como estava o tempo no momento da partida? Estava frio? Chuvoso? Calor? Úmido? Seco? Nevando?

Lembram-se do hotel favorito em que ficaram? Como era a comida? Doce? Picante? Ficaram doentes por causa da comida?

Fizeram muitas compras? Qual foi a coisa que compraram na viagem que mais gostaram?

Continuem com os olhos fechados e quero que tomem consciência da sala novamente.

Tentem sentir a temperatura da sala. Está calor? Está frio?

A cadeira onde estão sentados é confortável? Não é?

A vossa coluna ainda está direita? Estão curvados? Os ombros estão puxados para trás?

Agora abram os olhos devagar e podem encostar-se nas cadeiras.

Muito obrigado por terem feito esse exercício comigo.

Esse exercício foi para provar duas coisas…

Uma é que existe uma separação clara entre a consciência e a mente. São duas coisas completamente diferentes.

E segundo, é que você pode mover a sua consciência para qualquer área da mente que você queira.

Você me deu permissão para fazer isso, então eu levei a sua consciência para fora da sala para uma área do seu subconsciente onde estão guardadas as memórias do último casamente em que você foi, depois levei-a para a área das férias e depois de volta na sala novamente.

Como é que eu sei que você estava pensando no casamento?

Bem, eu tinha os olhos abertos e os vossos olhos estavam fechados e enquanto fazia as perguntas eu pude ver as reações na vossa cara.

A noiva fez uma boa escolha com o vestido? Alguns de vocês fizeram hããã… (risos)

Beberam muito? Alguns de vocês baixaram a cabeça… (risos)

Então eu sabia que estavam pensando no casamento. Certo?

Então eu movi a vossa consciência para diferentes áreas da vossa mente.

Isso acontece a toda a hora.

A toda a hora nós permitimos que pessoas e coisas em nosso redor ditem para onde vai a consciência dentro da nossa mente.

Vamos fazer mais um pequeno exercício para enfatizar este ponto porque para mim isto é mesmo muito importante, é fundamental para que você consiga gerenciar a energia em sua vida.

Consegue lembrar do seu primeiro beijo?
Lembra da pessoa?
Lembra do nome da pessoa?
Lembra onde aconteceu? No banco de trás do carro dos pais? Atrás da garagem?
Como foi a experiência? Qual é a emoção que estava associada com essa experiência?

Vá, pense bem. Não foi há tanto tempo assim…

Estavam envergonhados? Estavam nervosos?
Lembram? Lembram do nome da pessoa?

Algumas pessoas estão sorrindo, corando…

Lembra a primeira vez que alguém que você amava, alguém muito chegado a você, faleceu? Lembra?
Lembra ter recebido uma chamada em que alguém falou pra você que aquela pessoa que você adorava tinha morrido?
Como você se sentiu?
Quais foram as emoções associadas com essa experiência?

Teve a oportunidade de ver o corpo antes de ser cremado ou sepultado?

Lembra de estar diante do corpo pensando como iria ser e que você não iria ver essa pessoa nunca mais?

Como você se sentiu?

Lembra das emoções?

Não é interessante – no espaço de 60 a 90 segundos eu levei a consciência de uma área da mente onde todos vocês estavam sorrindo, ou dando risadinhas ou um pouco envergonhados para uma área da mente onde todos vocês ficaram completamente tristes.

A vibração da sala mudou completamente, certo?

E eu posso transportar a vossa consciência para a área de raiva da mente onde todos vocês iriam ficar zangados, e iriam levantar e sair da sala, e a Sarah e a equipa iriam ficar chateados comigo…

E isso acontece o dia todo, certo?

O dia todo nós permitimos que pessoas e coisas ditem para onde vai a nossa consciência.

E porque elas ditam para onde vai a nossa consciência, é para aí que flui a nossa energia também, e para onde a nossa energia flui – isso determina o que se manifesta em nossa vida.

Então, o principal objetivo na vida não é controlar a mente mas sim controlar para onde está indo a sua consciência (a sua atenção) dentro da sua mente.

Por isso, não controle a sua mente. Controle para onde está indo a sua consciência dentro da sua mente.

Como fazemos isso?

Fazemos isso aprendendo … a vossa prática espiritual ou trabalho de casa se quiserem, é controlar para onde está indo a vossa consciência ao longo do dia.

Como fazemos isso?

Aprendendo a bela arte da concentração.

Primeiro vamos definir o que é a concentração.

Eu defino concentração como a capacidade de manter a consciência numa coisa por um período de tempo alargado.

Então, se eu conseguir manter a minha consciência (atenção) nesta senhora eu estou concentrado.

Se eu permitir que a minha consciência – a minha bola de luz brilhante – se mova para outra coisa, eu estou a distrair-me.

Então eu uso a minha força de vontade, trago de volta a minha consciência e mantenho ela na senhora.

Ser capaz de fazer isso me permite concentrar.

A maioria das pessoas não consegue concentrar-se por 2 razões:

Uma é que elas nunca foram ensinadas como concentrar-se;

E segundo é que elas nunca praticam a arte da concentração.

Quantos de vocês na escola tiveram aulas de concentração, todos os dias, do mesmo modo que tinham aulas de geografia, matemática e ciências?

Alguém?

Eu viajo por todo o mundo e coloco essa questão e ninguém levanta a mão.

A quantos de vós, quando andavam na escola, foi dito para se concentrarem?

Não é surpreendente? Falam pra você se concentrar mas nunca ensinaram a você como fazer isso.

Quando eu era criança me falavam o tempo todo para me concentrar

A toda a hora… Dandapani concentra-te em fazer trabalhos de casa. Dandapani concentra-te em comer a comida.

Alguém me consegue mostrar como fazer isso? Não.

Quantos de vós têm filhos? Quantos de vós dizem aos vossos filhos para se concentrarem? Alguma vez ensinarem a eles como fazer isso?

Não. Certo?

E se não ensinarem os vossos filhos como se concentrarem como é que eles vão saber como fazer isso.

E se você quer ser bom em alguma coisa você tem que praticar.

Se quiser ser muito bom em concentração, você tem que praticar todos os dias.

As pessoas são muito boas em se distrair porque é isso que elas praticam ao longo de todo o dia.

Não é que elas não têm a capacidade de se concentrar, mas elas somente praticam a distração e tornam-se muito boas nisso.

Então, como nos concentramos?

Nós nos concentramos através da prática de fazer uma coisa de cada vez e integrando essa prática em nossa rotina diária.

Eu olho para a minha rotina diária e me pergunto quais são os eventos recorrentes em minha vida…

Todos os dias eu converso com a minha esposa, e toda a vez que eu converso com a minha esposa eu dou a ela a minha atenção TOTAL. Eu mantenho a minha consciência nela. A minha consciência se afasta, eu trago ela de volta… se afasta, eu trago ela de volta… Eu mantenho a minha consciência nela, eu dou a ela a minha atenção TOTAL.

Todos os dias eu converso com os meus clientes, com os meus amigos, com a minha família…

Toda a vez que eu converso com uma pessoa eu dou a ela a minha atenção TOTAL.

Se estiver ao telefone, eu dou à pessoa que está ao telefone comigo a minha atenção TOTAL.

Eu pratico fazer uma coisa de cada vez.

No final do dia eu contabilizei talvez 6 a 8 horas de prática da concentração.

Passados 6 meses eu me tornei muito bem em concentração… Passados 12 meses eu me tornei muito bom em concentração…

A melhor maneira de nos tornarmos bons em alguma coisa é pegar numa ferramenta e inseri-la em um evento recorrente nas nossa vidas.

E essa é a melhor maneira de você se tornar bom em algum coisa, sem ter que criar uma nova prática na sua vida.

Apenas pegue numa ferramenta e insira ela numa prática, num evento recorrente da sua vida.

Então o seu trabalho de casa é dar a sua atenção TOTAL a alguma pessoa ou a alguma coisa que você estiver fazendo.

Escolha uma pessoa na sua vida, e durante o próximo mês, dê a ela a sua atenção TOTAL.

Toda a vez que você conversar com essa pessoa permaneça completamente focado nela, mantenha a sua consciência nela.

Durante o resto do dia você pode ser um esquilo, mas quando estiver conversando com essa pessoa dê a ela a sua atenção TOTAL.

E você precisa de praticar e seguir melhorando passo a passo.

A outra coisa que nós precisamos de aprender a desenvolver é a nossa força de vontade, certo?

Todas as pessoas nasceram com diferentes níveis de força de vontade, mas uma coisa que nunca nos ensinaram foi a desenvolver a força de vontade, e a força de vontade é como um músculo – eu chamo ela de bíceps mental.

Se eu pudesse desenhar bíceps na minha mente isso seria a minha força de vontade.

E existem 3 formas de desenvolver a força de vontade:

Uma é terminar o que se começou;

Segundo, é fazê-lo superando expetativas;

E terceiro, é fazer um pouco mais do que o que você pensa que consegue fazer.

Todas essas 3 formas requerem esforço e esse esforço é força de vontade.

Então como eu desenvolvo força de vontade?

Eu sigo esses 3 métodos e aplico eles em coisas recorrentes na minha vida.

O que é que acontece recorrentemente na minha vida, todos os dias?

Todos os dias eu durmo. Que grande oportunidade de desenvolver força de vontade.

Antes de ir dormir eu passo o fio dental, lavo os dentes, visto o pijama e vou dormir.

Quando eu acordo de manhã eu termino o processo de dormir.

Como é que eu termino o processo de dormir? Fazendo a cama todos os dias.

Então todos os dias eu acordo de manhã e faço a cama.

Que mais eu faço todos os dias?

Todos os dias eu preparo o café da manhã.

Se eu tenho tempo para preparar o café da manhã, então tenho tempo para tomar o café da manhã e tenho tempo para lavar a loiça do café da manhã, e arrumá-la, certo?

Então eu termino o processo que iniciei e pratico isso em tudo o que eu faço – então durante o dia eu desenvolvo a minha força de vontade.

Quanto mais eu praticar, melhor eu me torno, e agora eu tenho uma quantidade tremenda de força de vontade – passados 6 meses eu desenvolvi muita força de vontade.

Toda a vez que a minha consciência se desvia eu uso esse músculo mental – essa força de vontade – para trazer de volta a minha consciência, depois eu uso os poderes da concentração que eu desenvolvi para manter a minha consciência naquilo em que estou focado, e porque eu estou focado, é aí que está a minha consciência e é para aí que a energia flui.

Então agora a minha energia está fluindo em direção ao que eu quero, e isso começa a se manifestar em minha vida.

Por isso é que é tão importante, primeiro entender que existe uma separação entre consciência e mente (são duas coisas completamente diferentes).

Você controla para onde vai a sua consciência, você controla para onde a sua energia está fluindo e você controla o que se manifesta em sua vida.

E você usa os seus poderes de concentração e a sua força de vontade para manter a sua consciência nas prioridades da sua vida.

A próxima coisa que devemos fazer é aprender como gerenciar a energia em nossa vida, certo?

Isso se baseia na premissa que nós temos uma quantidade finita de energia a cada dia.

Cada dia nós temos uma quantidade finita de energia, e investimos essa energia em pessoas e coisas em nosso redor.

Continuamos a investir, a investir até não termos mais energia disponível.

Ficamos exaustos. Isso acontece por voltas das 23 horas, 23h30 ou meia-noite.

Vamos dormir, restabelecemos a nossa energia, acordamos no dia seguinte e voltamos a investi-la em pessoas e coisas até esgotarmos novamente nossa energia.

Mas, uma coisa que a maioria das pessoas não faz é avaliar em quem ou no que estão a investir a sua energia.

Por isso eu sempre digo às pessoas para tratarem a energia da mesma forma que tratam o dinheiro.

Trata-se de um recurso finito que deve ser gerenciado, alocado e investido de forma sábia.

Não importa o quão rico você é – você tem uma quantidade finita de dinheiro, certo?

E antes de gastar dinheiro a maioria de nós pensa e avalia onde vai investir o dinheiro.

Se alguém nos pedisse 5 mil dólares ou 30 mil dólares para investir numa start-up ou numa empresa, nós iriamos colocar questões.

Não iriamos emprestar 30 mil dólares assim sem mais. Iriamos perguntar sobre os planos, o que a pessoa iria fazer com o dinheiro, qual seria o retorno do investimento – porque se trata de um recurso finito.

Então porque não fazemos o mesmo com a nossa energia.

Antes de investirmos a nossa energia numa pessoa ou em alguma coisa porque não avaliamos se essa pessoa ou essa coisa merece a nossa energia?

Porque se a minha energia é finita, e se eu pegar em 10% da minha energia e der ela para o John, são 10% que eu poderia dar para a minha esposa, para o meu negócio – para as coisas e pessoas que eu amo.

Lembre da lei da termodinâmica. A energia não pode ser criada nem destruída, mas pode ser transformada ou transferida de uma coisa para outra, certo?

Então, eu não posso criar energia.

Se eu der 10% para o John, eu quero saber se ele vai fazer algo de bom com ela porque se ele vai desperdiçá-la eu prefiro investi-la nas coisas e nas pessoas que eu amo.

Porque é importante gerenciar a energia?

Para mim o grande ímpeto para gerenciar a energia é a morte. Esse é para mim o grande ímpeto para gerenciar a energia.

Eu percebi que a vida é finita e que eu só tenho uma vida (enquanto eu próprio) e independentemente das minhas crenças eu sei que só tenho uma existência como Dandapani e o que acontece depois da morte eu não tenho a certeza.

Todo nós temos diferentes educações, diferentes crenças religiões…

Algumas pessoas dizem que quando alguém morre vai para o céu ou para o inferno.

Outras dizem que quando alguém morre é o fim e que nada mais existe depois da morte.

Há ainda outras que dizem que existe a reencarnação sob a forma de um homem ou mulher, e outras acreditam que podem reencarnar sob a forma de um homem ou uma mulher, e talvez até um inseto ou um animal…

Mas ninguém sabe realmente a verdade.

Nós temos as nossas crenças e agarramo-nos a elas com força, mas ninguém que tenha morrido e ido para o céu tirou uma selfie e voltou para postar no Instagram e dizer: olhem aqui estou eu no céu #portõesdocéu, certo?

Então nós não sabemos realmente, mas o que sabemos é que vamos certamente morrer – e eu sei que tenho uma quantidade de vida finita.

Eu não creio que a vida seja curta mas acredito que é finita e porque a minha vida é finita eu tenho que ter clareza onde vou focar a minha energia.

Não vale a pena aprender a arte da concentração se você não sabe no que deve se concentrar.

Por isso, tão importante quanto aprender a concentrar-se é também aprender no que focar.

O que eu recomendo como trabalho de casa é ter claro qual é o seu propósito de vida.

Uma forma de fazer isso é passar 5 minutos refletindo de manhã sobre qual é o seu propósito de vida.

Conheça a si mesmo.

A maioria das pessoas ficam felizes por passarem tempo com outras pessoas e coisas, mas muito poucas realmente tiram um tempo para elas próprias.

Então, quando acordar de manhã, tome um banho, vá para um local sossegado na sua casa, sente-se e coloque a si próprio questões sobre si.

O que você quer da vida? Qual é o meu propósito de vida? Porque estou neste mundo? O que é que eu amo? O que me apaixona?

Quantas pessoas conseguem responder genuinamente e dizer esse é o meu propósito de vida.

Muitíssimo poucas.

Quando o seu propósito for claro você saberá no que deve se concentrar e para onde direcionar a sua energia (que é finita).

Outra coisa que devemos ter em conta são os consumidores de energia…

Pessoas e coisas são dois dos maiores consumidores de energia.

E, pessoas e coisas também podem dar a você muita energia.

Uma vez que esse tema é vasto e o tempo é curto, vamos focar nas pessoas que consomem energia e como podemos lidar com elas.

Eu chamo essas pessoas de “vampiros de energia” (sugadores de energia).

Porque é isso que um vampiro faz, certo?

Morde no pescoço e suga a vida de você.

E, algumas pessoas consomem quantidades tremendas de energia.

Existem essencialmente 3 tipos de pessoas, e vamos manter a coisa simples:

– Há pessoas edificantes (inspiradoras)
– Pessoas neutras
– E pessoas que não são edificantes

Vamos definir cada uma delas…

Uma pessoa inspiradora – eu passo 5 minutos com uma pessoa inspiradora, vou-me embora e sinto-me ótimo e penso wow foi uma conversa incrível.

Uma pessoa neutra – eu passo 5 minutos com ela, vou-me embora e continuo igual.

Uma pessoa não inspiradora – eu passo 5 minutos com ela, vou-me embora e penso oh meu Deus isso foi cansativo.

E provavelmente isso também já sucedeu na sua vida.

Então, a próxima pergunta é: essas pessoas são sugadoras de energia?

Há duas formas de perceber isso:

Uma é eu posso julgar ou eu posso avaliar, certo?

O que é julgar e avaliar?

Julgar é… eu estou numa festa em Nova Iorque numa penthouse, estão 200 pessoas na sala, a porta abre-se, entra um sujeito de sapatos brancos e fato púrpura, bengala e boné, usando uma corrente ao pescoço com um grande relógio pendurado ao peito… eu olho para o outro lado da sala e penso que ele deve ser cafetão ou traficante de drogas.

Isso é julgar, certo?

Eu nem sequer conheço ele, eu apenas imaginei que ele fosse um cafetão ou um traficante de drogas.

Avaliar é o seguinte… eu tive 50 situações com o John durante um período de 2 anos.

49 das vezes eu fui embora e pensei oh meu Deus isso foi cansativo.

Para mim é claro concluir que o John é um sugador de energia.

Depois existem 2 tipos de sugadores de energia…

E a próxima pergunta é… trata-se de um sugador de energia temporário ou essa pessoa é inerentemente uma sugadora de energia?

O que é um sugador de energia temporário?

Vamos imaginar que o John está a passar por uma fase difícil na sua vida porque o pai está morrendo de câncer, por exemplo. E durante 3 anos ele consome muita energia. Ele está sempre em baixo, você precisa de animá-lo, ele está sempre triste… Não tem problema, você dá a ele alguma da sua energia porque ele é seu amigo e é isso que os amigos fazem. Expressamos compaixão e empatia e amor e suportamos os nossos amigos nos momentos difíceis.

O que é um sugador de energia permanente?

Uma pessoa que é inerentemente uma sugadora de energia é alguém que sempre foi assim, durante décadas, e nunca mudou. E esse tipo de pessoa não é de maneira nenhuma um ser humano inspirador.

Então, como é que lidamos com alguém que é um sugador de energia permanente?

Antes de explicar isso, uma pergunta rápida …

Quantos de vós nesta sala sentem que têm na vossa vida uma pessoa que é uma sugadora de energia permanente?

Tem muita gente nessa sala que sente isso.

Então, como é que lidamos com alguém que é um sugador de energia permanente?

O meu guru ensinou-me que a melhor forma de lidarmos com isso é praticar a arte de ser emocionalmente desprendido, mas sendo sempre amável, simpático, sincero e amoroso com essas pessoas.

O que é que isso significa?

Digamos que o John é um sugador de energia permanente.

Eu vivo em Nova Iorque, estou descendo a Quinta Avenida, vejo o John caminhando na minha direção, o que é que eu faço?

Atravesso a rua para o outro lado? Isso não é muito simpático.

Eu encontro o John… o que é que as pessoas dizem quando se encontram?

Eu sei o que vocês dizem na Austrália – Buom dia, como estás meu? [sotaque acentuado]

Eu vou dizer isso? Não!

Sabem porque é que eu não pergunto: como estás tu?

Porque eu não quero saber… (risos)

É verdade!

Têm que entender, eu estou no negócio dos monges… Quando eu perguntou a alguém como estás – eles me contam a história inteira da vida deles. É como uma confissão. Por isso, eu nem sequer pergunto como estás.

Se o John me perguntar como estou, eu respondo: estou muito bem obrigado, e depois comento: está um lindo dia em Sidney.

É verdade!

Eu estou sendo sincero, estou sendo amável e depois digo-lhe: por favor desculpa, tenho algo muito importante para fazer.

É verdade. A minha vida é finita e eu tenho muito claro qual é o meu propósito, certo?

Eu não estou a mentir.

E o que é que as pessoas dizem no final de uma conversa?

Foi um prazer encontrar você.

Na verdade, não foi.

Vamos almoçar. Porquê?

Vejo você mais tarde. Não me parece, eu não quero.

Porque dizemos coisas que não sentimos e perguntamos coisas que não queremos saber a resposta?

Então, no final da conversa eu digo: tem um ótimo dia.

O que é verdade. Eu sei que ele sempre foi um sugador de energia mas eu desejo-lhe um ótimo dia.

O conceito de ser emocionalmente desprendido é não se engajar com a pessoa.

É ser amável, gentil e sincero e amoroso com as pessoas, mas sem haver engajamento.

Qual é a outra maneira de você se proteger de um sugador de energia?

É colocar o fardo da responsabilidade neles.

O que é que isso significa?

Eu dou um exemplo. Eu tenho um cliente que é um expert em mídias sociais.

E muitas pessoas querem encontrar-se com ele, tomar um café, um copo de vinho – vamos almoçar, vamos jantar.

Porquê? Porque eles querem “roubar o cérebro dele”, e obter informação.

E ele não consegue aguentar isso porque todos querem um pouco do seu tempo, e não é possível viver dessa forma.

Então eu disse-lhe: o que precisas de fazer é o seguinte…

Tens de dizer a essa pessoa que quer encontrar-se contigo para ler o teu livro favorito sobre marketing.

Diz-lhe para ler o teu livro favorito sobre marketing, diz-lhe que anote os 7 pontos chave e que os envie por email.

Quando receberes os 7 pontos chave do livro e confirmares que a pessoa realmente leu o livro, envias um email e dizes ok vamos encontrar-nos no dia X durante algumas horas e podemos discutir uma estratégia de marketing para o seu negócio.

Sabem quantas pessoas realmente leem o livro e enviam o email com os 7 pontos chave?

NINGUÉM!

Assim que você coloca o fardo da responsabilidade em alguém, eles não o fazem.

Eu viajo por todo o mundo dando palestras, e as pessoas vêm ter comigo, querem fazer perguntas e eu sempre dou o meu email pessoal. Eu digo por favor não partilhe esse email com ninguém. Pode enviar a sua questão para esse email?

Isso dá-me tempo para refletir e dar a você uma resposta apropriada.

E eles dizem sempre: claro, vou enviar as questões por email.

Sabem quantas pessoas me enviam emails?

NINGUÉM me envia emails. (risos)

É uma tarefa simples, certo?

Eu não estou a pedir que façam yoga, que meditem, que respirem por uma só narina…

Apenas que me enviem um email com os seus problemas e ninguém o faz.

Por isso, coloque o fardo da responsabilidade na outra pessoa.

Se você é alguém que desenvolveu um habilidade em particular, se é um expert em um nicho em particular, uma área em particular, e você descobre que as pessoas querem o seu tempo, a sua energia, a maneira mais simples de se proteger é colocar o fardo da responsabilidade nelas.

Dê uma tarefa simples para eles fazerem e veja se o fazem. E se fizerem a tarefa e contatarem você, então arranje forma de os ajudar.

Outra coisa que eu quero falar… a vossa prática espiritual todos os anos é avaliar as pessoas que fazem parte da vossa vida.

Faça esse processo de avaliação e realoque a sua energia diferenciando as pessoas que inspiram você das que não o fazem.

Isso é algo que eu faço o tempo todo.

Outra coisa que eu quero falar é sobre “vampiros de energia mental” (sugadores de energia mental).

O que é um vampiro de energia mental?

Sugadores de energia mental são experiências emocionais que permanecem por resolver e que estão aninhadas no nosso subconsciente.

A mente subconsciente de muitas pessoas se assemelha a um mercado de flores indiano cheio de coisas, porque as pessoas não resolvem as coisas à medida que vão acontecendo nas suas vidas.

Tudo o que passa em sua mente consciente na forma de experiências fica no seu subconsciente e todas essas experiências têm emoções ligadas a elas.

Uma forma simples de lidar com experiências emocionais não resolvidas é fazer um exercício chamado de ???? (minuto 26)

Como funciona esse exercício?

Você pega em um pedaço de papel e escreve nele o seu problema.

Toda a experiência tem emoções anexadas.

E eu quero partilhar com vocês uma frase de Tesla que eu acho que realmente encapsula a filosofia que eu acredito e que me foi ensinada no mosteiro…

Tesla diz: Se você quer descobrir os segredos do universo pense em termos de energia, frequência e vibração.

Tudo é feito de energia e está vibrando numa determinada frequência.

Então se eu tenho uma experiência e ela tem emoções anexadas, elas estão vibrando na minha mente subconsciente.

A ideia é que eu não posso fazer nada relativamente à experiência porque ela já aconteceu mas o que eu posso fazer para me ajudar a mim mesmo é remover a emoção que está ligada à experiência.

Então eu pego num pedaço de papel, e escrevo o problema…

À medida que eu escrevo o problema algo muito interessante acontece – essa experiência sai da minha mente subconsciente para a minha mente consciente porque eu estou revivendo ela e a coisa interessante que acontece é que a energia, a emoção sai realmente da experiência, e flui através das minhas mãos para o pedaço de papel. Depois eu amasso o pedaço de papel e queimo ele. Pode ser numa lata do lixo, na lareira, tanto faz.

O fogo destrói a emoção?

Não, porque não é possível destruir energia, mas o que realmente acontece é que transforma a emoção que está no papel em calor, chamas, cinzas, fumo e mais uma série de coisas.

Eu lembro que a primeira vez que eu partilhei esse exercício foi com um grupo de empreendedores em Perth (Austrália), mais ou menos há 5 anos atrás, e um deles disse-me:

Dandapani, eu entendo que as experiências têm emoções anexadas, e também entendo que quando você revive a experiência ela passa do subconsciente para o consciente, mas esse conceito que a emoção sai da experiência, flui através das mãos e vai para o papel eu acho difícil de acreditar. Acho isso espiritual demais.

Eu disse: é justo, e então perguntei-lhe: você tem filhos?

Ele disse: sim, tenho dois, com quatro e seis anos de idade.

Eu disse, no Dia do Pai ou no dia do seu aniversário eles alguma vez fazem cartões para você.

Ele disse que eles fazem isso sempre.

Pode descrever os cartões que eles fazem?

Normalmente eles vão na parte de trás da casa, pegam num pedaço de papelão velho, fazem desenhos e colam um monte de coisas, estrelas e muitas fitas, e no meu último aniversário eles me deram um cartão assim.

Então eu perguntei qual era o aspeto do cartão.

Ele disse que não era grande coisa – foi feito por uma criança de 4 anos…

Mas eu falei pra ele, me deixa perguntar o seguinte: Se você visse um cartão desses numa loja você compraria?

E ele respondeu: não, nem pensar.

Mas guarda os cartões que seus filhos dão pra você?

Ele disse: sim, guardo todos.

E eu perguntei: porquê?

Ele disse: estão cheios de amor.

Eu disse, espere um minuto, você está me dizendo que seus filhos sabem fazer magia de monge. (risos)

Porque há 2 minutos atrás eu falei sobre colocar emoções num pedaço de papel e você olhou para mim como se eu fosse louco, e agora me diz que seu filho de 4 anos sabe como fazer isso?

Porque ele apenas pegou um pedaço de papel, colocou as suas emoções nele, num pedaço de papel que você disse que não compraria, pôs as emoções nele, deu pra você e você guardou.

Então você pode realmente transferir energia de você, emoções de dentro de você para outra matéria.

Quantos de vós têm filhos e guardam em casa esse tipo de desenhos muito pouco atraentes?

Vocês os guardam? Porquê? Nunca os conseguirão vender a ninguém. Ninguém vai querer comprar, certo?

Vocês guardam porque estão cheios de amor, cheios de emoção.

Então você consegue remover emoção de dentro de você, por isso o exercício aqui é… se você alguma vez sentir que tem experiências emocionais não resolvidas alojadas no seu subconsciente, consumindo quantidades enormes de energia, escreva-as num pedaço de papel e depois queime-o.

Quantas vezes deve fazer isso?

Bem, depende da emoção. Se for uma experiência muita intensa talvez tenha que escrever e queimar o papel 3 ou 4 vezes, se não for algo muito intenso talvez 1 ou 2 vezes seja suficiente.

Então, resumindo…

Conhecer a si mesmo é uma das maiores dádivas que você pode dar si próprio. Realmente é.

A maioria das pessoas não se conhecem a si próprias, não entendem o que querem da vida e sentem dificuldade em saber no que devem focar-se e para onde devem canalizar a sua energia.

Eu quero deixar-vos com 2 frases…

Uma é do meu guru. A primeira é: Siga em frente com confiança.

Siga em frente com confiança, acredite na sua capacidade de manifestar algo em sua vida, porque você é capaz.

Como você manifesta algo em sua vida?

Focando a sua consciência naquilo que você quer manifestar (agora você já saber como desenvolver a concentração). Você mantém a sua consciência nisso.

Se a sua consciência está no que você quer manifestar, a sua energia irá fluir nessa direção e o que você quer começará a manifestar na sua vida.

Acredite na sua capacidade de fazer isso e siga em frente com confiança.

A frase seguinte é: A vida é para ser vivida alegremente! É mesmo!

E se você não estiver feliz com a vida então alguma coisa precisa ser mudada.

Se perguntarmos às pessoas o que elas mais querem na vida, a maioria das pessoas normalmente responde: Eu quero ser feliz.

A felicidade nunca deve ser perseguida. Não persiga a felicidade, busque um estilo de vida que resulte em felicidade.

Isso é o que eu faço. Eu nunca persigo a felicidade. Eu busco um estilo de vida cujo subproduto é a felicidade.

Para descobrir qual é esse estilo de vida eu preciso de saber qual é o meu propósito de vida.

E para saber isso eu preciso de passar tempo comigo mesmo todos os dias para descobrir quem e o quê é importante na minha vida, para depois focar a minha energia (finita) diária nessas coisas, que depois começam a manifestar-se na minha vida. O subproduto disso é a felicidade.

Obrigado a todos e espero que tenham gostado.


 

Para finalizar quero convidar você a deixar seus comentários abaixo e a partilhar este post para ajudar a chegar a mais pessoas!